INSTRUMENTOS VINTAGE

Postado por em set 15, 2013 em Dicas | 2 comentários

INSTRUMENTOS VINTAGE

Sonho ou pesadelo? Galera, nesse artigo gostaria de comentar um pouco mais  sobre instrumentos Vintage. Já fiz um artigo há muito tempo atrás sobre isso, porém tenho percebido que muitos músicos tem tido alguns problemas com a escolha desse tipo de instrumentos, que resolvi rescrever a respeito. Há muito tempo que guitarra e contrabaixo Vintage são uma febre para muitos instrumentistas. A valorização do instrumento Vintage cresceu tanto que começou a se fabricar instrumentos com aspectos envelhecidos, e acessórios com características antigas, tudo para remeter o instrumento não só a um visual do passado, mas também a um timbre de época. Pois bem! No meu terceiro livro,  Guia ilustrado da Guitarra II – Tudo sobre Captadores – justamente para que houvesse uma compreensão melhor sobre o que é Vintage, pesquisamos, da onde mais possivelmente se originou o termo Vintage. Vintage é um termo criado na indústria de vinhos para definir a data da colheita. Esse termo é uma combinação de Vint (of the vine = do vinho) com age (time of Creation= idade). Desde então o termo Vintage é empregado por colecionadores de carros, moda, instrumentos, móveis, e outros, para representar uma peça antiga, original, e “amadurecida”, que tenha marcado época.      [CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR] Não se pode negar que comumente, um instrumento antigo possua madeiras mais selecionadas, e de melhor qualidade. Isso porque antigamente havia menos restrições a seu uso, e uma oferta muito maior para a escolha. Outro detalhe importante é que o uso de adubos aceleradores de crescimento vem se tornando freqüente, desta forma então, árvores antigas possuíam um desenvolvimento mais natural. Como a propagação do som em uma madeira mais sólida e melhor desenvolvida proporciona melhores resultados, fica mais evidente que instrumentos antigos possuem uma melhor resposta sonora com relação ao seu corpo e braço. E mais um detalhe importante – além da madeira melhor, o instrumentos antigo, já está construído há bastante tempo, e desta forma, se foi cuidado de forma devida, sua madeira está ainda mais seca e climatizada. Ou seja, menos sujeita a variações climáticas. Isso tudo proporciona uma estabilidade e sonoridade quase que incomparável. Outro ponto determinante, é que com o crescimento mundial da população, houve um crescimento necessário da indústria, gerando uma automatização em quase todos os setores. Sendo assim os instrumentos, tiveram também sua fabricação automatizada, ou através de máquinas CNC, ou através de mão de obra de linha de produção, onde cada operante cuida de uma parte específica do instrumento, mas quase sempre sem conhecimento algum da obra como um todo. Nesse processo, do ponto de vista da produção e do custo tivemos melhorias, contudo, com relação ao primor na construção, é questionável se houve algum avanço. Por causa dessa produção acelerada, o instrumento “Custom Shop” que por definição é aquele confeccionado de forma mais singular, em menor produção e com muito mais zelo, teve sua procura também aumentada. Bem, então é fato que o instrumento ‘”Vintage” de verdade (original de época) possui características sonoras mais avantajadas. INEGÁVEL! Mas, também inegável que na época que fora projetado e construído alguns fatores também foram determinantes. Muito provavelmente fora construído baseado...

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MANUTENÇÃO EM AMPLIFICADORES

Postado por em jul 30, 2013 em Blog, Dicas | 0 comentários

MANUTENÇÃO EM AMPLIFICADORES

E aí galera?! Nesse artigo gostaria de dividir com vocês um problema muito frequente o qual procuramos sempre alertar nossos clientes: Falta de manutenção preventiva e periódica em amplificadores. Mesmo sem uso algum, componentes como potenciometros e chaves devido ao pó e à umidade do ar desenvolvem ruidos e maus contatos, que se não tratados, podem danificar os componentes, e/ou atenuar o desempenho nos graves, médios e agudos do equipamento. Em regiões e lugares muito úmidos, placas de componentes podem desenvolver zinabres e outros tipos de oxidações, podendo gerar curtos e maus contatos. Ao menor sinal de falhas é conveniente procurar um técnico de confiança para diagnosticar a gravidade do problema. Uma boa parte dos técnicos não cobram orçamento. Caso contrário começa se a colecionar pequenos problemas, que quando necessario um reparo mais sério, o valor do serviço se torna expressivo em razão da quantidade de pontos a serem trabalhados para o perfeito ajuste do aparelho. Nos amplificadores valvulados os problemas por falta de manutenção podem ser ainda mais custosos. Abaixo umas dicas do meu parceiro na oficina, o engenheiro eletrônico Omar Abeid, especialista em amplificadores valvulados. “Todos já sabem que as válvulas eletrônicas desempenham uma função importante nos amplificadores valvulados. Elas são responsáveis pela qualidade sonora, do som limpo (clean), distorcido (drive), e o rendimento sonoro geral. Porém o que muitas pessoas não sabem é que existem alguns cuidados que são de extrema importância como manutenção e ajustes periódicos. As válvulas são componentes de desgaste continuo e alguns cuidados ajudam a melhorar rendimento dos amplificadores e aumento da vida útil das válvulas. Primeiramente, importante saber ou lembrar que os circuitos de amplificadores valvulados trabalham com tensões bastante elevadas que podem ser mortais se alguém, sem experiência, tocar em componentes internos carregados de alta tensão. Um dos principais ajustes que deve ser sempre efetuado por um técnico de eletrônica com experiência em valvulados é o ajuste de bias. Esse ajuste muitas vezes esquecido (pois, o proprio usuario troca as valvulas, substituindo apenas umas pelas outras) consiste em ajustar a corrente de dissipação da placa para correto funcionamento do componente. Esse ajuste previne desgaste prematuro das válvulas e evita distorções chamadas de “distorções de crossover”. Esse ajuste garante que cada valvula receba a mesma tensão e corrente de dissipação, que as demais.” Como podem ver é recomendado ao menos  uma vez a cada dois anos  uma visita a uma oficina para uma avaliação do estado geral do amplificador. Principalmente em amplificadores valvulados, que como visto, possui um desgaste mais acentuado. Por hoje é só galera. Um abraço à todos!!  EDMAR...

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SERÁ QUE PRECISA REGULAR?

Postado por em abr 23, 2013 em Blog, Dicas | 0 comentários

SERÁ QUE PRECISA REGULAR?

“Como saber se o instrumento precisa de regulagem” Essa dúvida não é exclusiva para músicos iniciantes ou amadores. Até músicos profissionais, às vezes passam da hora de contratar ajustes para seus instrumentos, dificultando com isso os empregos de suas técnicas. Isso se dá porque o instrumento não perde a regulagem de uma hora para outra. Isso vai acontecendo aos poucos e o instrumentista, sem perceber, vai se adequando a essas irregularidades.  O ideal é procurar o seu Luthier ao menos duas vezes ao ano, para conseguir um diagnostico prévio a respeito de qualquer irregularidade que possa vir ou estar acontecendo. Entretanto, não custa ficar atento a se, por exemplo, os trastes não estão ficando marcados pelo uso, se a ação de cordas não está excessivamente alta ou baixa, ou até mesmo ”dura” de tocar, se o trêmulo Floyd rose apresenta desequilíbrio, ou a parte elétrica proporciona ruídos, chiados ou maus contatos.      SUGESTÃO Eu costumo sugerir que quem utiliza o instrumento até 12 horas semanais pode necessitar de uma regulagem completa com retifica de trastes entre 12 a 15 meses. Quem utiliza o instrumento mais de 20 horas semanal, pode precisar de uma regulagem completa entre 6 a 10 meses. Contudo, quero lembrar que a forma de tocar e o cuidado com o instrumento pode alterar os dados acima em mais de 50% Um abraço, fiquem com Deus, e até a próxima!!...

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D’addario EXP

Postado por em abr 12, 2010 em Dicas, Notícias | 8 comentários

D’addario EXP

Durabilidade e Integridade no Timbre Por E.Luighi A D’addario esta com mais uma novidade no Brasil! Os encordoamentos para guitarra da linha EXP. Já estava disponível essa linha aqui no Brasil, porém não para guitarra. Agora a Musical Express importador Oficial e exclusivo no Brasil, disponibiliza esses encordoamentos para guitarra nas medidas 009, 010, 011. Essas cordas além de revestidas com uma quantidade muito grande de estanho são fabricadas com um cuidado e um processo mais minucioso o qual protege o encordoamento contra a corrosão. Segundo o próprio fabricante todo esse processo protege o encordoamento e o faz durar até quatro vezes mais do que os melhores tradicionais. Particularmente, eu acho que durabilidade esta também ligada ao organismo do usuário. Existem pessoas que suam demais, e com uma quantidade de, por exemplo, ácido úrico tão elevado que as cordas em poucos dias estão deterioradas. Outros, por sua vez, suam pouco nas mãos, e com pouco ácido também, condição que faz com que um encordoamento comum dure pleno, por 60 dias. Daí um encordoamento “especial” poderia chegar a quase um ano. Em minha oficina disponibilizo para venda e para instalação nos instrumentos em serviços, toda a linha D’addario, alguns da linha Ernie Ball, Fender, Martin e Elixir. Pois bem!! Noventa por cento dos meus clientes que usam as cordas Elixir (Encordoamento com propriedades para retardo da oxidação) afirmam que esse encordoamento dura bem mais do que aquele que usavam anteriormente. No entanto, quando utilizei não chegou se quer durar uma vez a mais. O que isso quer dizer é que encordoamento é um acessório que precisa realmente ser testado por cada um, pois seus resultados são muito particulares. Ainda mais esses encordoamentos especiais que custam um pouco mais caros. Se sua durabilidade não superar o seu custo, não é viável para aquele individuo. Com relação ao EXP, como é novo, não posso dizer muito sobre sua durabilidade, pois esta em minha guitarra há apenas uma semana, contudo, lhes afirmo que não parece um encordoamento revestido. As características sonoras são as mesmas de um encordoamento profissional sem revestimento. Definido, brilhante, e encorpado. Sim porque, encordoamentos com revestimentos anti-ferrugem, podem perder brilho definição, até afinação, dependendo do material que o reveste, e com que tecnologia que é fabricado. Se não, bastaria envernizar as cordas para que não enferrujassem. Claro que desta forma o som ficaria totalmente abafado. Como fã de D’addario, acho que EXP deve emplacar. Não vou entrar no mérito de qual é melhor corda, de qual dura mais, qual melhor timbre, etc.,…pois como disse acima, isso é muito pessoal. Mas com certeza a D’addario é uma das cordas mais estáveis do mundo. Ou seja – De um encordoamento para o outro, não se sente diferença de tensão, timbre, ou afinação. Uso a até como referencia para aferir qualidade de instrumentos, captadores e pontes em minha oficina. E a outra boa noticia é que acho também que preço será dos melhores, se não o melhor nessa categoria. De qualquer forma acho que vale a pena testar. Abaixo coloquei um Release das cordas EXP, fornecido pela própria D’addario para nos dar uma visão...

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Afinador N-Tunes

Postado por em abr 10, 2010 em Dicas, Notícias | 7 comentários

Afinador N-Tunes

Olá pessoal! Testei o afinador N-tune! Trata-se de um afinador digital cromático para guitarra (Não testei em contrabaixo ainda) cujo fabricante chama o de “Onboard Guitar Tunning”. Esse afinador opera sobre o corpo do instrumento instalado junto ao potenciômetro de volume. Uma idéia bastante interessante, e muito funcional. [clique nas fotos para ampliar] Primeiramente vamos começar a partir até da apresentação do produto. Achei “Show de bola” até a embalagem. O N-tune vem em uma caixa com impressão colorida bem acabada, a qual é apenas o invólucro da verdadeira caixa que acondiciona o produto. Dentro todos os acessórios e componentes do afinador tem um alojamento próprio e sob medida. Possui também um generoso manual de instrução e instalação em formato de um pequeno livro de bolso. Esta em inglês, mas ainda assim bastante detalhista. Acompanha também o produto uma bateria alcalina de 9volts mais suporte para mesma com velcro para fixação. Achei uma apresentação bastante completa. Mas a tacada final foi a seguinte: Para instalação desse afinador em uma guitarra modelo strato, um dos parafusos de fixação do captador da posição ponte pode atrapalhar o processo se sua cabeça for um pouco alta. Caso isso ocorra não há problema, pois o produto traz um parafuso de cabeça chata para substituição. Não é realmente sensacional?! Muito honesto achei. Mas vamos ao que interessa. O sistema todo resumindo, trata-se de um potenciômetro do tipo Push Pull cujo valor é de 500K caso o instrumento possua captadores humbuckers ou 250K caso possua single coils. Isso deve ser escolhido no momento da compra do afinador. Esse potenciômetro é instalado no lugar do potenciômetro original de volume do instrumento. Junto a esse potenciômetro Push Pull é instalada uma placa de circuito em formato circular onde estão os componentes eletrônicos do afinador. A soldagem e instalação não são difíceis desde que se tenha algum conhecimento ou ao menos um pouco de prática nesse tipo de operação. O N-tune disponibiliza seis anéis para que o consumidor escolha o que melhor combina com a cor da guitarra ou do Knob, uma vez que vai instalado sob esse último. Se feita corretamente toda instalação o N-tune funcionará da seguinte maneira: Enquanto o potenciômetro Push Pull estiver pressionado para baixo o instrumento funcionará normal e comumente. Quando acionado para cima, cortará totalmente o som da guitarra, e o afinador começará a atuar. Sua atuação é bem simples e eficaz. Possui três luzes coloridas que se acendem. Uma de cor laranja que indica a nota que esta sendo tocada. Outra vermelha que indica em lado Sustenido e do outro Bemol. E por fim uma luz verde que se acende quando a nota esta perfeitamente afinada, e desta forma a luz vermelha que indica acidentes e variações não deve acender. Comparei-o com os Afinadores profissionais de minha oficina e ele se mostrou muito preciso. Não muito eficiente para ajuste de oitavas (Entonação), mas também creio que não seja essa a intenção. Não agride o visual do instrumento, pelo contrário, até ajuda compor um visual mais moderno e tecnológico. O preço é um pouco salgado. Varia entre R$190,00 a R$250,00 reais. Como é...

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Retífica dos trastes

Postado por em mar 31, 2010 em Dicas | 30 comentários

Necessidade absoluta Por E.Luighi Olá pessoal! Comumente ouço aqui na oficina, as seguintes frases. “Eu só queria abaixar um pouco as cordas,… o resto tá bom.” ou, “Meu professor disse que é só prá dá uma abaixadinha nas cordas, que estão meio altas”. ou ainda, “Regular não precisa não, é só dá uma abaixada nas cordas que tão altas”. Com raras exceções, abaixar a ação de cordas é um dos processos de ajustes mais trabalhosos, pois, “Ação baixa de cordas” é resultado de vários outros ajustes. Ajustar Ângulo do braço em relação ao corpo, equilibrar a concavidade ou convexidade da escala através do tensor, e ajustar a altura das cordas no capotraste e na ponte, são as operações necessárias para obter a ação de cordas desejada. Entretanto, se os trastes não estiverem perfeitamente alinhados entre si, os procedimentos acima não têm efeito algum. Trastes, mesmo em instrumentos novos, podem não estarem suficientemente alinhados para uma ação de cordas baixas. Isso porque, quando o instrumento é fabricado, dependendo, do seu valor, ou da categoria em que se encaixa, às vezes não esta previsto um ajuste minucioso, pois se assim for operado tal ajuste, o custo do instrumento cresce em demasia, pois é expressivo o custo da mão de obra especializada, e desta forma o instrumento avança uma categoria e o preço evidentemente sobe também. Comumente instrumentos mais caros, e claro que também de melhor qualidade, costumam sair da fabrica melhores preparados para oferecer ao consumidor mais exigente, possibilidades de ajustes mais simples e menos onerosos. Entretanto, é preciso pensar em uma linha de tempo e trajeto que não fica claro ao consumidor. Suponhamos que em janeiro de 2010 na china um instrumento X de boa qualidade é fabricado. O mesmo é ajustado e depois vai para estoque esperar para ser despachado ao seu destino. Isso pode acontecer de um mês a um ano depois. Mas, digamos que esse no caso levou apenas 60 dias. Então partiu em março rumo ao Brasil. Se for de avião estará na alfândega em no máximo dois dias. Evidentemente o desembaraçar legal das importações costumam levar de uma semana a 30 dias. (quando não levam meses). Bem, se viajou de navio, para baratear o frete, aí a coisa muda,.. já são meses. Mas vamos imaginar que esse veio de avião e desembaraçou em duas semanas. Então já estamos na metade de março. De posse dos instrumentos, os mesmo vão para o depósito do importador, aguardar que as lojas comprem a mercadoria. Isso pode levar de um mês a um ano. (Há casos que até dois anos). Porém vamos dizer que nosso instrumento X levou dois meses. A loja que o comprou vai esperar que um cliente o compre. Isso pode levar,…Sabe Deus quanto tempo. Até anos,…Mas nosso instrumento X é sortudo então vendeu em 4 meses. Então faça as contas. Foi para as mãos do cliente fim de setembro a começo de outubro. (Isso é uma hipótese bem otimista.) – Ou seja, o instrumento já tem nove meses de idade. E foi chacoalhado. Enfrentou mudanças de temperatura. Isso não não estava exposto na loja. Querer...

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