| Sempre
que trocar as cordas de minha guitarra, vou ter de regular
a Floyd Rose?
Na verdade
nem sempre. Se seu trêmolo estiver bem regulado e você
respeitar algumas regrinhas, possivelmente não terá
problemas.
Muitas vezes, na troca de encordoamentos, mesmo respeitando
as medidas das cordas usadas anteriormente, há uma
mudança de marca. Isso, em determinados casos, já
é o suficiente para operar o desequilíbrio.
Encordoamentos de marcas diferentes, mesmo de medidas iguais,
podem possuir pequenas desigualdades de tensões, podendo
gerar, assim, desequilíbrio. Se a pressão das
cordas for um pouco menor que as da anterior, isso fará
o trêmolo inclinar-se para baixo (foto 1). Isso indica
que a tensão das molas esta maior que a das corda.
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Se ocorrer
ao contrário, ou seja, o trêmolo inclinar-se
para cima (foto 2), significa que a tensão das cordas
esta maior que a das molas. Outro fator que pode gerar esse
problema é a falta de paciência do músico
no momento de afinar o instrumento após a troca do
encordoamento. Quem possui guitarras providas de trêmolos
flutuantes sabe o quanto é chato afiná-las nessa
hora: afina-se a 1º corda e, depois, a 2º. Quando
se chega à 6º, a 1º já está
desafinada.
Para haver equilíbrio, é necessário que
todas as cordas sejam afinadas simultaneamente. Como isso
é impossível (pelo menos por enquanto), muitos
instrumentistas perdem a paciência e começam
a pressionar em excesso as cordas na esperança de acelerar
o processo. Isso pode fazer as molas se dilatarem, tornando
necessário um novo ajuste para que o trêmolo
volte a ter equilíbrio correto.
A afinação deve seguir a seguinte ordem: 6º
corda, 5º, 4º, 3º, 2º e 1º. Depois,
torne a afinar, mas na ordem inversa (2º, 3º, 4º,
5º e 6º) e assim por diante. Dessa forma, quase
todas serão afinadas seguidamente, facilitando um pouco
o processo.
Outra medida que pode ser tomada é a de, no momento
da troca, substituir corda por corda ex.: troque a 6º
corda (E) usada pela nova e afine. Repita o processo com todas.
Isso reduzirá bastante o risco do desequilíbrio
de tensão do trêmolo. A última dica é
escorar a parte traseira do trêmolo com uma flanela
antes de retirar as cordas usadas (foto 3). Calçando-o
de forma que a flanela impossibilite-o de ceder para baixo
após a retirada do encordoamento.

Com esse procedimento,
o músico não sofrerá demasiadamente para
equilibrar sua Floyd Rose, mas é claro que imaginando
que tenham sido usadas a mesma marca e medida de cordas. Do
contrário, procure seu luthier para que o auxilie nessa
operação. Na edição 59 de CG,
comento mais detalhadamente sobre esse assunto.
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