| Algumas
edições atrás, foram abordados os cuidados
e as formas de conservação do modelo 335, da
Gibson, e similares que possuem pontes do tipo Tune’o
matic. Neste mês voltamos a falar do assunto, mas abrangendo
as guitarras que utilizam pontes móveis confeccionadas
em madeira.
Como
já foi visto na primeira parte, é importante
lembrar que, por não serem maciças, as semi-acústicas
são um pouco mais frágeis e delicadas do que
as tradicionais de corpo rígido. Se o corpo delas sofrer
um forte tombo por exemplo, a avaria, na maioria das vezes,
será muito maior do que normalmente seria em uma guitarra
maciça.
Uma
Fender Stratocaster poderia ter a pintura riscada e a madeira
lascada. Mas, mesmo tendo de inserir novos pedaços
de madeira, seu reparo ficaria perfeito. E isso não
alteraria seu som original. Se ocorresse alguma modificação,
seria no máximo de 15%.
No caso de uma semi-acústica (foto 1), porém,
se houvesse necessidade de serem colocados novos pedaços
de madeira ou folhas finas para acabamento, tal fato poderia
alterar a sonoridade original, em, alguns casos, em até
80%. É claro que isso é uma hipótese
bem negativa, mas possível.
Outra característica dos instrumentos semi-acústicos,
que já foi comentada antes, é que aproximadamente
90% deles possuem o braço colado ao corpo (foto 02).
Dessa forma, merecem maiores cuidados em relação
a quedas, tombos e fortes impactos. Qualquer uma dessas possibilidades
poderia ocasionar rachaduras e envergamentos do braço
)
comunente na altura do headstock. )
Quanto
à regulagem, as guitarras semi-acústicas normalmente
possuem uma afinação quase infalível.
Isso graças a seus braços desenhados com perfeição.
O instrumento, entretanto, precisa estar com o ajuste das
oitavas em excelente estado.

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