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Neste link você encontrará as perguntas mais frequêntes que tenho respondido, através de e-mails ou workshops.



Ultima postagem 01/11/2003

“O que é melhor: um single coil tradicional, ou single de bobina dupla?”.
Na verdade singles de bobina dupla, são humbuckers de bobinas sobrepostas em formato single. Mesmo produzindo timbres muitas vezes idênticos aos singles tradicionais, pelo fato de possuírem duas bobinas enroladas defasadas entre si, os caracterizam humbuckers.

Normalmente os singles de bobina dupla são usados com intuito de não gerarem ruído como os singles tradicionais, como o de uma Strato, por exemplo. Esses singles de bobina dupla podem gerar timbres semelhantes aos de um single coil ou até mesmo tão forte quanto a um humbucker tradicional.

Lembrando mais uma vez que eles mantém as mesmas características dos humbuckers, só que as bobinas possuem tamanhos reduzidos e são sobrepostas uma sobre a outra ao invés de paralelamente como em um humbucker tradicional.

Há guitarristas tradicionalistas que afirmam que esses humbuckers camuflados não imitam por completo os singles tradicionais, mas muitos desses músicos acabam cedendo à modernidade por não agüentarem por muito tempo os ruídos produzidos pelos single coils tradicionais. Por isso acho um tanto difícil estipular qual deles é o melhor, uma vez que os argumentos comparativos giram em torno do gosto pessoal de cada músico. Entretanto, a título de tecnologia, silenciosa por sinal, prefiro particularmente os singles de bobina dupla. Nas edições 50,51,70 e 71, da cover guitarra, no livro “Guia ilustrado da guitarra” escrevi mais sobre captadores.

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Os potenciômetros e chaves de minha guitarra estão sempre raspando. Levo a um luthier, e ele limpa essas peças, e o instrumento fica bom. Após algum tempo, o problema volta a acontecer. Não existe alguma solução mais efetiva, ou pelo menos algo que eu mesmo possa fazer em casa, mesmo que paliativamente?
Na edição de número 62 da Cover Guitarra e no livro “Guia Ilustrado da Guitarra’ comento bastante sobre esse assunto. Entretanto, darei algumas dicas.

De efetivo, apenas trocando os componentes. Existem dois fatores que fazem com que os potenciômetros e chaves raspem ou falhem: desgaste dos contatos ou sujeira nos mesmos.

Em qualquer um dos casos, uma limpeza minuciosa com álcool isopropílico ou benzina resolvem o problema. Porém se os contatos é que estão deteriorados, após alguns dias ou semanas o problema volta a acontecer, e por isso a substituição dos componentes é a única solução.

Pode acontecer desses componentes se sujarem freqüentemente por razão do músico morar em cidades litorâneas, quando a salinidade contida no ar fará gerar maus contatos, ou em lugares onde o instrumento permanece com grande quantidade de poeira, ou até mesmo o músico com suor em excesso fará com que aumente a propensão a maus contatos.

É sempre melhor levar um instrumento a um profissional da área para um melhor diagnóstico, porém em uma emergência tome as seguintes providências.

Compre em uma farmácia uma seringa descartável Em uma loja de artigos para eletrônica compre um frasco de álcool isopropílico Coloque o álcool nessa seringa e aplique na chave e potenciômetro fazendo posteriormente os movimentos tradicionais de cada componente (Ex.:girar o potenciômetro para um lado e para o outro). Esse procedimento deverá fazer com que os maus contatos parem. Em caso algum use óleo ou silicone (tipo WD), pois embora resolva o problema momentaneamente, o óleo contido nesses produtos atrai como um imã a poeira, fazendo com que, ao contrário do desejado, os componentes apresentem os problemas novamente.

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“Meu violão elétrico quando ligado, uma ou duas cordas ficam com o volume menor que as demais! Devo trocar o captador ou o equalizador”?
Na maior parte das vezes, nenhum! Essa falta de uniformidade de volume entre as cordas se dá quase sempre, por falta de pressão das cordas sobre o rastilho/captador.

Esse sistema de captação funciona através de um captador colocado em sua cavidade no cavalete e o rastilho em cima dele..Por sobre ambos passa as cordas. Agora, se o “piso” da cavidade onde esta colocado o captador estiver irregular, ou se a parte inferior do rastilho onde apóia no captador não estiver perfeitamente reta, ou ainda, se as cordas não estiverem fazendo pressão suficiente sobre ambos, teremos, uma falta de uniformidade de volume entre as cordas.

Isso acontece por falta de regulagem, desgaste natural, ou as vezes, por um pequeno descuido do luthier no momento da regulagem. Para se abaixar a ação de cordas de um violão, um dos pontos de ajuste é o desbastamento da parte inferior do rastilho. Se isso não foi feito de forma uniforme, ou não se providenciou o aumento de pressão das cordas sobre ele após o ajuste, “pintou o problema”.
É claro que algumas vezes o problema realmente é defeito no pré ou no captador, entretanto não é comum.

Então no momento que aparecer o problema, não se desespere a procura de um novo sistema. Vá ao seu luthier, ele com certeza corrigirá esse problema.

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“Quanto das cordas devo enrolar nas tarraxas para reduzir a desafinação”?
É bem verdade que os comentários a esse respeito são contraditórios, pois os argumentos são que se enrolar poucas voltas, as cordas desafinam por escapar das tarraxas. Se enrolar muito, desafinam por afrouxarem devido a quantidade de voltas. Ambos argumentos estão certos. Entretanto é o exagero que cria o problema.

Enrolar demais as cordas na tarraxa realmente causa desafinação. Isso pode ser verificado fazendo o seguinte teste: Afine o instrumento, e logo após puxe a corda contra a tarraxa você verá que a corda baixará a afinação de ½ até dois tons, e isso se repetirá varias vezes.

Isto se dá principalmente nas cordas graves, porque por serem grossas, suas voltas não assentam perfeitamente uma sobre as outras, e além disso a quantidade faz com que isso se torne ainda mais difícil.

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"Qual captador devo escolher para Ter mais timbre e potência em minha guitarra?"
Em primeiro lugar é importante lembrar que “timbre”, “potência”, “ataque” e “sustentação” são características julgadas mais determinantemente a partir do gosto de cada um. Por exemplo: “Gostaria de um captador com bastante ataque.” Bastante ataque para fazer um som no estilo Rithie Blackmore, do Deep Purple; Eddie Van Halen, do Van Halen; ou Dimebag Darrell, do Pantera?

Cada um dos captadores de cada músico que citei, possui um “ataque forte”, entretanto diferentes tanto na força, quanto no timbre. É importante ter em mente quando escolher um captador para seu instrumento, ao menos como referência, um guitarrista que toque com o som e o timbre semelhantes aos que você deseja.

Evidentemente, cada captador interage de forma diferente em cada guitarra, no entanto ter em mente ao menos um esboço do que se quer obter já é um bom começo para selecionar seu captador.
Deve-se lembrar também que a forma como é fixado o captador , se é em escudo ou diretamente na madeira , diferencia a resposta do mesmo.

A espessura do corpo também é responsável pelas diferenciações sonoras. Um corpo mais espesso ajuda o captador a produzir um som mais gordo do que um corpo menos espesso . É claro que o tipo de madeira é determinante no aspecto espessura. Podemos sentir diferenças no som com relação a espessura da madeira, porém só podemos comparar sem ambas as madeiras forem do mesmo tipo, como por exemplo ambas de maple, ou ambas de mogno.

O mogno, por exemplo, permite uma sonoridade “mais gorda” do que o maple. Então não seria prudente fazer nenhum tipo de comparação quanto a espessura, se a outra madeira não for o maple. Entretanto o maple com relação ao mogno, normalmente permite um timbre mais definido, superficialmente falando.

Como vocês podem perceber, para escolha de um captador, vários aspectos determinantes devem ser observados. Citarei a seguir algumas dicas, que em minha opinião, no momento da escolha de um captador são de extrema importância.

· Tenha ao menos uma idéia do timbre que gostaria de conseguir;
· Procure saber características do seu instrumento (tipo de madeira, características sonoras predominantes);

· Procure pesquisar em lojas, distribuidores e luthiers, catálogos de captadores, pois neles vêm descritos timbres e freqüências predominantes de cada um.;
· Procure um luthier de confiança ou músicos mais experientes nessa área para maiores informações;

· Não compre um captador só porque um músico conhecido seu, colocou na guitarra dele e você gostou, a menos que a guitarra dele seja idêntica a sua.

Se você seguir essas dicas, com certeza terá maior probabilidade de acerto na hora da escolha.

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"Rollernut é a melhor solução para o problema de cordas travarem no nut (capotraste) convencional?"
Realmente o Rollernut é a melhor solução para o problema do travamento das cordas, dado que ele possui roletes metálicos os quais impossibilitam a paralisação da corda tanto com o uso do trêmolo, quanto com o uso comum e freqüente.

Porém quero salientar que em um nut comum pode ser ajustada a profundidade de seus canais individualmente através de limas específicas, (profissionais !) afim de que se obtenha uma ação de cordas mais homogênea com relação a curvatura do abaulamento da escala (radium) ou ao gosto do músico.

Apenas alguns Rollernut possuem ajustes individuais. Os que não possuem, não podem ser ajustados por limas, pois se danificarão.

A sugestão é procurar seu luthier na hora da substituição de um nut convencional para um Rollernut, afim de que ele verifique se o grau de abaulamento da sua escala se adequa a do Rollernut

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"Possuo uma guitarra Strato de vinte e um trastes. É possível adaptar um vigésimo segundo?”.
Em alguns casos há sim a possibilidade de se instalar mais um traste. Porém em alguns casos não existe escala suficiente para fixar o mesmo, e uma emenda na escala não tornaria a operação bastante segura, e exporia o músico a uma situação de risco: no momento em que estivesse usando o novo traste, ele e a ponta da escala adaptada poderiam se soltar.

A solução seria a substituição total da escala por outra dimensionada para 22 trastes. Contudo, em minha opinião, acho que esse trabalho não vale a pena, uma vez que o custo dessa operação, sairia muito alto, pois seria necessário além da substituição da escala, a colocação de novos trastes e novas marcações.

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Ultima postagem 04/10/2003
"Se eu instalar uma placa de circuito ativo em meu baixo, melhorarei o timbre de meus captadores e acabarei com os ruídos?"
Uma placa com circuito ativo normalmente trabalha o “sinal” antes de enviá-lo ao amplificador. O mecanismo funciona da seguinte maneira: o captador é transdutor de energia eletromagnética. Transforma a energia vibratória da corda do instrumento, em impulsos elétricos de corrente alternada, e os envia para o amplificador. Este por sua vez, multiplica a intensidade de tais impulsos e os conduz ao alto falante, que os transforma novamente em energia sonora (ver CG n.50)

A placa com circuito ativo trabalha o sinal captado pelo captador antes de enviá-lo ao amplificador. O circuito intensificará ou atenuará as freqüências (agudos, médios e graves) de acordo com a regulagem que o músico assim fizer. Porém, o circuito trabalhará o sinal apenas após a “leitura e resposta” do captador. Ou seja, se o captador for do tipo que gera ruído, o circuito não o eliminará. O circuito trabalhará o som captado, intensificando ou atenuando junto com o ruído. As freqüências “não lidas” pelo captador ou as captadas em menor proporção, serão tratadas em igual proporção.

Conclusão: uma placa de circuito ativo melhora até 100% o som de um contrabaixo, porém é preciso que os captadores também tenham qualidade, senão é melhor substituí-los também.
Antes de colocar qualquer circuito ativo em seu contrabaixo, consulte um luthier para que ele avalie seu problema, e lhe ofereça uma solução que seja realmente eficaz.

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"Uso em meu contrabaixo encordoamento na medida 040. Gostaria de colocar a medida 045. Há necessidade de regulá-lo para isso?
Complemente.
A tensão que o encordoamento “040” exerce sobre o braço, é inferior a que a “045” exercerá.
No mínimo, se faz necessário ajustar o tensor aproximadamente um quarto de volta Essa dica que estou dando é, imaginando que antes da troca de medida, o instrumento estivesse regulado para 040. Caso contrário, não terá referencial.

O mesmo também vale para o contrário. Se você estivesse usando 045 e quisesse mudar para 040, necessitaria, no mínimo ajustar o tensor. Só que nesse caso, soltaria-se o tensor, um quarto de volta. Como no caso anterior, imaginando-se que o instrumento estivesse regulado para a medida 045.

Sugiro então, que caso seu instrumento não tenha estado sobre a supervisão de um luthier nos últimos tempos, que você procure um para fazer a substituição de medidas de encordoamentos, pois se um contrabaixo ficar muito tempo com o braço arcado, tanto para frente como para trás, além do uso se tornar desconfortável, o problema pode ficar quase irreparável, e com certeza se gastará muito mais dinheiro para arrumá-lo.

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“É verdade que para polir ou encerar a minha guitarra, preciso comprar aqueles polidores específicos e caríssimos?”
Não é verdade. É claro que você também não pode pegar um polidor qualquer para carro e passar no instrumento.

Existem instrumentos que possuem a pintura mais delicada, com menor quantidade de verniz, por exemplo.

Como via de regra, o polimento sempre deve ser feito por um profissional da área, pois, o trabalho será melhor executado com as máquinas de polir, e feito de forma mais homogênea para que não fiquem manchas e nem áreas com mais brilho do que outras.

Muitas vezes, antes de polir um instrumento, se faz necessário lixa-lo antes com lixas d’água finíssimas (baixíssima abrasividade) para eliminar um pouco dos arranhões. Uma pessoa não experiente poderá danificar o verniz ou até mesmo a tinta, irreparavelmente de forma que somente uma repintura repararia o estrago.

Agora, um enceramento para melhorar o brilho, retirar a sujeira e deixar mais lisa e deslizante a pintura de sua guitarra, isso você pode fazer em casa. Vá até uma loja especializada, e compre um pacote pequeno de algodão hidrófilo, e cera automotiva com silicone. Esse material servirá para você encerar sua guitarra por mais de um ano.
Retire as cordas do instrumento e, com um chumaço pequeno de algodão espalhe um pouco da cera por todo o corpo do instrumento Com um pedaço maior de algodão retire com movimentos circulares a cera aplicada

O brilho será o resultado dos movimentos circulares do algodão limpo contra a superfície encerada do corpo do instrumento.

Esse procedimento deverá ser feito apenas uma vez por mês, na troca do encordoamento, por exemplo, pois o uso exagerado de ceras limpadoras pode desgastar a pintura.
Quando quiser limpar o instrumento depois de encerado, use apenas algodão seco.

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"Qual tinta posso usar em minha guitarra nos lugares onde a mesma saiu por causa de batidas, por exemplo"?
Na verdade não existe uma tinta pronta para isso. Em sua grande maioria, os instrumentos são pintados com, de três a quatro tipos de tintas diferentes.

O corpo do instrumento quando com a madeira “crua”, ou seja, sem pintura ou verniz algum, recebe um fundo aderente transparente, que serve para melhor fixação da tinta. Em seguida recebe “poliéster”, que é um fundo nivelador de superfície, também transparente, e isolante que impede que a tinta seja absorvida pela madeira, e conseqüentemente dando aquele aspecto de acrílico após a pintura concluída.

Posterior ao poliéster, aplica-se a tinta que pode ser resultado de mistura de várias tintas até se obter a tonalidade desejada, e por fim aplica-se mão final de verniz.

Como você pode perceber, não existe uma tinta pronta com todas essas etapas de pintura. O que pode ser feito é usar uma tinta acrílica na cor próxima ao do seu instrumento para disfarçar o problema.

Pode haver nesse retoque, um desnível de superfície uma vez que a pintura original envolve também o poliéster, a tinta e o verniz, e o retoque apenas a tinta. Para se conseguir um melhor acabamento é melhor consultar seu luthier para ele verificar qual a melhor solução a ser tomada.

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"A mizinha da minha guitarra quebra sempre na ponte. O que eu posso fazer para resolver esse problema"?
Este é um problema chato de ser resolvido, pois os procedimentos que ensinarei a seguir, em alguns casos são apenas paliativos, fazendo com que o problema retorne no futuro.

O que acontece é que, mesmo em pontes de boa qualidade, com o passar do tempo as cordas causam sulgos nos sadles (carrinhos) da ponte Esses sulgos oferecem rebarbas ou pontas que acabam por cortas as cordas.

É claro que pontes de boa qualidade demoram mais tempo para criar essas rebarbas, devido ao material mais resistente com o qual são construídas.

O que podemos fazer uma vez que as cordas estão se partindo na ponte, é com o auxilio de uma lima fina de pequena abrasividade, limpar com cuidado o sadle a fim de eliminar as possíveis rebarbas. Feito isso, com uma lixa d’água de n.240, lixa-se o local a fim de tornar ainda mais liso o local onde a corda passará

Posteriormente, com o auxílio de uma lixa finíssima de n.1200, tornamos a lixar, para que assim o local certamente esteja liso e sem obstáculo algum para as cordas.

Algumas gotas de óleo no sadle se faz necessário para garantir que não apareça nenhuma ferrugem prematura.

Normalmente, esses procedimentos fazem com que as cordas não mais se quebrem nos sadles, as vezes apenas por alguns meses, e as vezes por muito mais tempo. Se o problema persistir com freqüência após varias tentativas de nivelamento dos sadles, a solução é a substituição da peça. Procure seu luthier de confiança para que ele avalie melhor o problema do instrumento.

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Ultima postagem 10/09/2003
"O que fazer para que a minha guitarra, que possui uma floyd rose, não desafine inteira quando uma corda se quebra?"
Impossível! O trêmolo floyd rose atua com uma mecânica de equilíbrio entre as cordas X mola Uma vez regulada essa tensão, a ponte trêmolo estará equilibrada, constando que cordas e molas estão exercendo "forças" contrárias como em um "cabo de guerra"(jogo que consiste em dois grupos de pessoas cada qual em uma extremidade de uma corda tentando puxar um ao outro). Evidentemente ao se quebrar uma corda, as molas "vencerão" o jogo, e o equilíbrio da tensão estará perdido, daí a desafinação completa.

Não existe uma forma efetiva de se evitar esse processo, uma vez que isso é característica do sistema. Entretanto pode-se travar a atuação da floyd rose para trás, não permitindo que ela seja alavancada para cima (subindo a afinação), apenas para baixo - descendo a afinação.

Consegue-se isso, levando sua guitarra a seu luthier e pedindo para que ele ampute esse movimento, travando a parte de baixo da floyd rose. Essa operação fará com que mesmo quebrando uma das cordas, as demais não desafinem. Todavia é importante lembrar que perdeu-se, talvez mais de 50% dos movimentos que o trêmolo podia oferecer. Por essa razão é que em minha opinião travar a floyd rose não é um bom negócio. Então, se você não vai adotar essa atitude e não quer correr o risco de uma corda quebrar em uma situação importante, opte por uma ponte fixa.

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"Não sou músico profissional. Como posso detectar se a minha guitarra necessita de uma regulagem?".
Essa dúvida não é exclusiva para músicos iniciantes ou amadores. Até músicos profissionais, às vezes passam da hora de mandar ajustar seus instrumentos, dificultando com isso os empregos de suas técnicas. Isso se dá porque o instrumento não se desrregula de uma hora para a outra. Isso vai acontecendo aos poucos e o músico, sem perceber vai se adequando a essas irregularidades.

O ideal é procurar o seu luthier ao menos duas vezes ao ano, para que ele possa estar diagnosticando previamente qualquer irregularidade que possa vir ou estar acontecendo. Entretanto, não custa ficar atento a se por exemplo, se os trastes não estão ficando marcados pelo uso, se a ação de cordas não está excessivamente alta ou baixa, ou até mesmo "duras" de tocar, se o floyd rose apresenta desequilíbrio, ou a parte elétrica proporciona ruídos ou chiados ou maus contatos.

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"Existe alguma forma efetiva de se conseguir uma ação realmente baixa de cordas em uma Strato?".
Se a ação de cordas que se espera for semelhante as conseguidas em guitarras como Ibanez, Jackson, Kramer, e outras, na maioria dos casos só se consegue realinhando a escala e trocando os trastes de uma Strato.

O caso é que os tópicos que determinam as características sonoras invejáveis de uma Strato são os mesmos que colaboram para críticas a seu respeito.

O som brilhante e cristalino de uma Strato é proveniente de seus captadores single coils instalados em um escudo, que por sua vez é colocado em um corpo com uma série de compartimentos cavados que evidenciam uma considerável ausência de madeira, se comparada as outras guitarras que citei acima. Isso tudo aliado a um braço com trastes normalmente com aspecto fino e baixo, e associado a uma escala bastante abaulada, determinam esse timbre maravilhoso de uma Strato.

Entretanto, esses mesmos captadores e trastes que proporcionam esse timbre brilhante contribuem para um som estalado e muitas vezes até "trastejante".

O grau de abaulamento da escala (radium) intensifica o problema quando se quer ter uma ação de cordas baixa e conseguir bends altos.

Existem outros aspectos que contribuem para o som característico da Strato, no entanto esses que citei são os que contribuem mais diretamente para a impossibilidade de uma ação de cordas muito baixa.

A solução mais efetiva é reduzir o grau de abaulamento da escala e colocar trastes de níquel de tamanho médio jumbo.

Esse procedimento altera quase em nada o timbre de uma Strato, contudo o resultado na ação de cordas, na pegada, na maciez, e nos bends é sensível. Esse tipo de trabalho só deve ser feito por um luthier experiente e de sua confiança.

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"Escalopar a guitarra danifica o braço?".
Dependendo de como for feito o trabalho, não haverá problema algum em escalopar seu instrumento.

O escalope não deve, por medida de precaução, ultrapassar 50% da espessura da escala.

Independente da espessura da escala, em minha opinião, os melhores escalopes no aspecto tocabilidade são aqueles que não ultrapassam 3 milímetros de profundidade, além do que são os mais seguros uma vez que a madeira retirada é muito pouca.

Ao contrário do que se pensa, o escalope total, ou seja, aquele que é feito no braço inteiro é mais seguro no que diz respeito a um possível empenamento ou torção, do que o parcial, que é feito da 12° casa em diante. Isto porque a madeira é retirada por igual, em toda a extensão do braço, o que não ocorre no escalope parcial.

O escalope só deve ser feito em uma guitarra, se essa oferecer possibilidades seguras para essa operação. O braço do instrumento não deve apresentar torções ou empenamento, e a escala deve ter uma espessura de, pelo menos, 5 milímetros.

Isto evidentemente é minha opinião!

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*O braço da minha guitarra empenou. Quanto sai um outro braço novo?
Bem pessoal, é muito difícil conseguir braço original de guitarra. No caso do instrumento ser importado, o importador em questão normalmente traz junto com um lote de instrumento, braços de reposição para o caso de eventuais problemas no transporte, ou se enquanto na garantia o instrumento apresentar alguma deformidade no braço, e não haver mais um instrumento para o troca. No entanto esses braços normalmente não estão disponíveis à venda.

Na maioria dos casos quando um instrumento apresenta torção ou empenamento e esse já estiver fora de garantia, o músico deve procurar um luthier de confiança que, na maioria das vezes, esse problema será resolvido.

Esses tipos de deformidades no braço ocorrem ou por exposição inadequada (deixá-lo muito tempo sob o sol, por exemplo), ou por erro na fabricação, ou ainda por falta de regulagem, ou colocação de encordoamentos pesados sem prévio ajuste, defeitos no tensor.

O luthier procederá normalmente da seguinte maneira: retirará os trastes do instrumento, planará a escala até a mesma tomar a forma retilínea novamente. Colocará trastes novos, e fará regulagem do instrumento. Caso o problema tenha sido muito grave, o luthier poderá trocar a escala, e aí proceder de acordo com os itens citados anteriormente.

Resumindo, quase sempre há solução, e em 90% dos casos o instrumento fica melhor do que anteriormente, quando bom. Isto porque a operação é feita manualmente, e o instrumento é tratado de forma singular, e não em série, como nas montadoras.

Portanto não se desespere quando se confrontar com um problema desse tipo: procure um luthier de sua confiança, e exponha a ele seu problema.

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*Os captadores que são instalados em guitarras com Floyd Rose são diferentes dos instalados em guitarras com ponte fixa?
Normalmente sim. O espaçamento de cordas em um Floyd Rose, normalmente é maior (mais largo nas extremidades) do que em uma ponte Strato, por exemplo.

Então um humbucker, que ora era satisfatório em uma guitarra Strato, quando colocado em uma guitarra Floyd Rose, pode comprometer o som da primeira corda (mizinha), por exemplo. Esse som pode sair com menos volume, ou menos sustentação, isto porque a corda estaria mais "para fora" da ação do campo magnético do captador.

Praticamente todos os fabricantes de captadores possuem seus modelos de captadores em duas versões: os captadores para uso com Floyd Rose, e captadores para uso com ponte fixa. Citarei duas marcas como exemplo: A Dimarzio coloca na embalagem de seus captadores o nome "F Spaced" quando o mesmo foi projetado para o uso com Floyd Rose. A Seymour Duncam já usa a nomenclatura de trembucker.

Em qualquer dos dois casos os captadores possuem o seu campo magnético um pouco mais espaçado e abrangente para as laterais para que não haja perda de sonoridade. No entanto, existem Floyd Roses que possuem a mesma configuração de espaçamento de uma ponte fixa. Portanto procure sempre informações junto a um luthier ou a um músico mais experiente nesse assunto para que você não erre na hora da compra.

Usar captadores feitos para uso com Floyd Rose em guitarras com ponte fixa, algumas vezes pode dar errado. A mizinha pode soar com volume mais baixo, porque a corda "ficou mais para dentro" e não coincidiu com o polo do captador, que está mais para fora.

Isto também não é via de regra. Porém quanto mais informações sobre o que você está instalando em sua guitarra ou contrabaixo, melhor.

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