Gravação
Híbrida Midi/Áudio
[por
João Paulo Almeida]
Partindo-se da premissa de que todos sabem o que é
uma gravação em formato áudio,
o que sempre existiu falemos um pouco sobre midi.
O processo de gravação midi (musical
interface digital instruments) consiste em usar timbres
(instrumentos) de teclados e/ou módulos em
canais separados em um software adequado conectado
a um computador por uma inerface. Via de regra esses
teclados e módulos vem de fábrica com
no mínimo 4 canais de saída de áudio
o que possibilita usarmos no mínimo 4 intrumentos
de cada unidade a exemplo de piano, baixo, bateria,
cordas, e mais um infinidade de timbres que cada teclado/módulo
contém.
O Studio 11 usa o software Logic Áudio (Emagic)
ligado a vários teclados e módulos onde
com a experiência necessária do músico/arranjador
pode-se montar até uma grande orquestra e arranjos
riquíssimos.
Uma das vantagens da gravação em midi
é que os custos despencam, pois não
há necessidade de contratação
engenheiros de gravação e de mais músicos,
arranjadore, produtores, etc... ( exceção
de quando o cliente solicite um determinado músico
para incrementar a trabalho).
Outra vantagem dentre inúmeras das gravações
em midi são as correções possíveis
através de partituras geradas ao tocar cada
canal, assim com a troca de timbres sem que haja necessidade
de executar outra vez, simplesmente através
do enviroment (menu) de cada modulo ou teclado muda-se
o som por exemplo de um piano que se pode escolher
entre centenas; possibilitando também alterações
em intensidade, volume, duração de cada
nota, etc...
Tendo as canções do cliente a serem
gravadas numa referência qualquer, cd por exemplo
que normalmente vem só com a voz e um intrumento,
na maioria das vezes violão ou mesmo gravar
o cliente no estúdio com um violão ou
piano para que se tenha uma guia para os arranjos,
o cenário típico desse tipo de gravação
seria o seguinte:
01) Escolha do tom da pessoa que vai cantar e do
andamento da música para gerar um metrônomo
e pré concepção do arranjo;
02) Gravação do primeiro intrumento
a exemplo de um piano por ser intrumento harmônico
com uma partitura da estrutura dos arranjos já
pronta (todos os intrumentos são gravados em
canais separados);
03) Gravação de contra baixo, onde a
música já começa a ter uma pulsação;
04) Gravação dos instrumentos midi restantes
dentro do arranjo pré criado pelo músico/arranjador
que está gravando, como violinos, metais, etc...;
05) Gravação da bateria que é
feita em canais separados para cada peça da
mesma a exemplo de um canal para o bumbo, outro para
a caixa, um para cada tom, surdo, pratos, etc...;
06) O cantor vem para o estúdio com o arranjo
da música semi pronto, coloca a voz em um outro
canal no mesmo software (que também grava o
formato áudio);
07) Começa então o processo de trabalhar
cada canal com efeitos como reverb, eco, chorus, compressão,
etc..) em forma de Plug ins, existe até um
Plug in chamado Auto tune onde o músico/arranjador
tem como afinar a voz do cantor se as alterações
não forem extremamente gritantes, e por último
um pente fino no arranjo pois muitas vezes depois
de todo esse processo o músico/arranjador sente
que falta algo, as vezes um vibrafone, sax, trumpete,
uma frase a mais de violino, coro ou qualquer outra
coisa;
08) Parte-se então para a mixagem e masterização
da canção;
09) Feito isso faz-se um Boucing que nada mais é
do que transformar todos esses canais gravados e trabalhados
em midi e áudio em formato stereo para que
se possa queimar um cd e entregar ao cliente.
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